A ArtRio estreia, em 2026, o ONDA — Circuito ArtRio de Performance, novo programa dedicado à linguagem da performance. A programação começa nos dias 12 e 13 de setembro, antes da abertura oficial da feira, como parte da Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro.
O corpo como instrumento de investigação e a instalação como forma de pensamento são os eixos dos trabalhos e artistas que a galeria Yehudi Hollander-Pappi apresenta em sua primeira participação na ArtRio. A galeria também está à frente da programação do ONDA, que amplia a presença da performance na programação da feira e em diferentes espaços da cidade.
“A Última Ceia” abre programação no Centro do Rio
O Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, recebe o ONDA nos dias 12 e 13 de setembro, às 18h. A programação será aberta com “A Última Ceia", do Grupo MEXA. A iniciativa leva a atuação da galeria para além da Marina da Glória e reforça a performance como um dos eixos de sua participação na ArtRio.
O MEXA é um coletivo que atua desde 2015 em São Paulo. Surgido no contexto de abrigos para pessoas em situação de rua, o grupo pesquisa as fronteiras entre realidade e ficção, autobiografia, documentário e teatro do real, transitando por linguagens como performance, teatro, vídeo e fotografia. Desde 2016, o coletivo é artista residente da Casa do Povo.
Em “A Última Ceia”, um grupo de pessoas se reúne para sua última refeição. Alguém anuncia que vai morrer e que o grupo deixará de existir. É uma despedida. Poderia ser uma ficção, mas nem sempre é. Nessa noite, ninguém será salvo.
Escrita e dirigida por João Turchi, a obra parte da imagem criada por Da Vinci para atualizar, a partir das vivências dos integrantes do coletivo, as ideias de morte e ressurreição. Como continuar só, quando o coletivo não mais existe? Quem conta as histórias de corpos que já não podem mais falar? A peça investiga a criação de uma imagem final que permaneça mesmo depois do fim do grupo.
"A Última Ceia" já foi apresentada em teatros e festivais como Festival d'Automne, em Paris; Kunstenfestivaldesarts, em Bruxelas; Sophiensaele, em Berlim; Take me somewhere, em Glasgow; Transformfestival, em Leeds; Actoral, em Marselha; MIT-SP, em São Paulo; e Festival de Curitiba.
As apresentações dão início ao Onda - Circuito ArtRio de Performance, parceria que amplia a programação da feira para diferentes espaços da cidade, reunindo trabalhos de performance de artistas representados pelas galerias participantes da ArtRio.
Serviço:
Apresentação: “A Última Ceia” - Grupo MEXA
Programa: Abertura do Onda - Circuito ArtRio de Performance
Datas: 12 e 13 de setembro de 2026 (sábado e domingo)
Horário: 18h
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes - Praça Tiradentes, s/nº, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Ingressos: R$ 40 / R$ 20 (meia-entrada), pela Sympla
Juliana Frontin apresenta performance sonora inédita
A artista Juliana Frontin apresenta a performance sonora inédita Trance Continuum, na qual investiga o som como matéria, presença e memória. A apresentação acontece no dia 16 de setembro, das 15h às 17h, no pilotis do Palácio Capanema.
Entre frequências, repetições e variações graduais, a artista constrói uma atmosfera na qual o que se escuta também parece se acumular, desaparecer e retornar. A partir de sua relação com a música, a cena noturna e a experiência coletiva da festa, Juliana desloca o som para um estado de suspensão: entre o volume e o abafamento, a euforia e o esgotamento, o corpo e o vazio.
Mais do que conduzir uma narrativa, a performance transforma o espaço em um campo sensorial, no qual diferentes intensidades atravessam os corpos e pressionam os limites da percepção. O som persiste como um resíduo: nem plenamente audível, nem completamente silencioso.
Serviço
Apresentação: Trance Continuum - Juliana Frontin
Programa: ONDA — Circuito ArtRio de Performance
Data: 16 de setembro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 15h às 17h
Local: Pilotis do Palácio Capanema - Rua da Imprensa, 16, Centro, RJ
“Soft Power” ocupa os jardins da ArtRio
Com sete metros de altura, muitas cores, um sorriso enigmático e braços muito longos, Soft Power é a obra inflável do artista Gabriel Massan, natural de Nilópolis, que a galeria Yehudi Hollander-Pappi leva para os jardins da ArtRio - já que ele não cabia em nenhum estande.
Gabriel Massan é a voz de uma geração que reimagina os videogames como espaço narrativo. Sua prática articula a experiência negra e latino-americana por meio de ficções críticas enraizadas em realidades vividas, recusando a mera ilustração de ideias para, em seu lugar, produzir ambientes, comportamentos e condições onde corpo, território e tempo operam como categorias vivas e políticas.
A presença do artista na cena internacional é inaugural. Após palestrar no New Museum, em Nova York, e assinar a exposição histórica da Serpentine Galleries, em Londres, Gabriel traz para o Rio de Janeiro a obra Soft Power, criada em 2026.
A obra interroga um enigma visual: o que falam os signos gravados no corpo? O que revelam suas histórias?
Abraçada pela Baía de Guanabara, com o Cristo Redentor como testemunha, a estreia carioca de Gabriel marca um momento de deslocamento e presença, onde a ficção crítica encontra o território de origem.
Serviço
ArtRio 2026
Data: de 16 a 20 de novembro
Ingressos: venda pelo site GoDream e aplicativo ArtRio
Local: Axia Marina da Glória - Av. Infante Dom Henrique, s/nº, Glória