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Festival Panorama

Festival Panorama 2026 integra Semana de Arte do Rio

Evento reúne dança, performances e ações formativas em vários espaços da cidade

Minas de ouro" abre o Festival Panorama nos dias 16 e 17, com um cortejo de passistas na Praça Tiradente - Foto: Eve’s Eyes.

O Festival Panorama chega à sua 34ª edição em 2026 com uma programação especial dentro da 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura. Entre 16 e 27 de setembro, o evento reúne espetáculos, performances, residências artísticas e atividades formativas em diferentes espaços da cidade, ampliando a ocupação cultural do Rio de Janeiro.

Com foco em temas como corpo, cidade, memória, tecnologia e ancestralidade, o festival reafirma sua vocação de pensar a cidade por meio da dança e das artes cênicas. Segundo a direção artística, a presença do Panorama na programação da Semana de Arte reforça o caráter carioca e público do projeto, que dialoga diretamente com seus territórios e espectadores.

Abertura na Praça Tiradentes e homenagem a Lia Rodrigues

A abertura acontece com Minas de Ouro, performance-monumento de Carmen Luz, nos dias 16 e 17 de setembro, na Praça Tiradentes. Realizada em via pública, a obra propõe um cortejo de passistas com placas e adereços que remetem aos vendedores de ouro dos centros urbanos, ao mesmo tempo em que questiona estigmas sobre a mulher negra sambista e evidencia suas potências criativas.

Outro destaque da programação é a homenagem a Lia Rodrigues, com a reapresentação de dois trabalhos marcantes da coreógrafa: Encantado, no dia 17, e Borda, no dia 18, ambos no Teatro Carlos Gomes. Os espetáculos retornam após esgotarem ingressos na edição anterior e reforçam a relevância da artista no cenário da dança brasileira e internacional.

Estreias, residências e ações de acessibilidade

A edição de 2026 também apresenta duas estreias cariocas de obras premiadas: Monga, de Jéssica Teixeira, vencedora do 35º Prêmio Shell de melhor direção, nos dias 22 e 23 de setembro, e Eu não sou só eu em mim, de Alejandro Ahmed e do Grupo Cena 11, nos dias 25 e 26. Ambas as apresentações acontecem no Teatro Nelson Rodrigues.

Completam a agenda a ação performativa e o lançamento do livro Represas do Tempo, de Tiyê Macau, a estreia carioca de I Míssil, a residência-espetáculo Serenatas, de Soraya Portela, além da residência artística do coletivo Afrobunker e do ciclo de oficinas Expansão Afrobunker, voltado à valorização da cena negra. A programação ainda inclui festas, intervenções urbanas e debates.

O festival mantém ações de acessibilidade e mediação, com audiodescrição, Libras, apoio à mobilidade e consultoria especializada, além de iniciativas de formação de plateia em parceria com a UFRJ. Criado em 1992, o Panorama já se consolidou como referência internacional, ocupando teatros, museus, ruas e praças, e acumulando milhares de artistas, centenas de companhias e mais de 300 mil espectadores ao longo de sua trajetória.

Mateus Aguiar
Jornalista, meritiense e apaixonado em informar as coisas como elas são.