O CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) levou o esporte paralímpico para o Rock in Rio em uma ação pensada para ampliar a presença da instituição para além do período dos Jogos. No dia 4 de setembro, cinco medalhistas que marcaram o Rio 2016 retornaram ao Parque Olímpico como convidados do festival, em uma iniciativa que conectou esporte, entretenimento, pluralidade, inclusão e acessibilidade.
A ação foi idealizada pela DreamIE, unidade de inteligência e estratégia da Dream Factory, e teve como objetivo aproximar o CPB de novos públicos e territórios culturais. A presença dos atletas no evento reforçou a importância de manter o esporte paralímpico em evidência ao longo de todo o ano, em espaços de grande alcance e relevância simbólica.
Atletas históricos e o legado de Rio 2016
Os convidados foram Alana Maldonado, Petrúcio Ferreira, Phelipe Rodrigues, Clodoaldo Silva e Jennyfer Parinos. Juntos, eles representam parte da história de uma edição que mudou a trajetória do esporte paralímpico brasileiro e consolidou o país como uma potência na modalidade.
Em 2016, o Brasil encerrou os Jogos Paralímpicos com 72 medalhas, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, terminando na oitava posição do quadro geral. Os cinco atletas presentes no Rock in Rio somaram dez medalhas naquela edição, o que tornou o reencontro ainda mais simbólico e carregado de memória.
Estratégia para ocupar novos territórios
Segundo o diretor de Comunicação e Marketing do CPB, Daniel Brito, a presença no festival ajudou a celebrar o legado de Rio 2016 e, ao mesmo tempo, a projetá-lo para o futuro. A ideia foi mostrar que o esporte paralímpico precisa estar onde as pessoas estão, ocupando grandes espaços da cultura brasileira e conversando com diferentes audiências.
Para a DreamIE, a iniciativa demonstrou como a inteligência estratégica pode identificar territórios capazes de ampliar a conversa de uma marca. O Rock in Rio foi escolhido por ser uma das grandes marcas brasileiras e por compartilhar com o esporte paralímpico a capacidade de emocionar, mobilizar e transformar vidas.
Acessibilidade e inclusão em destaque no festival
A parceria também serviu para reforçar, na prática, os compromissos do Rock in Rio com acessibilidade, pluralidade, diversidade e combate ao capacitismo. A Cidade do Rock conta com estrutura dedicada ao público com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo transporte adaptado, Central de Acessibilidade, audiodescrição, intérpretes de Libras e Sala Sensorial.
Para Ana Deccache, diretora de Marketing da Rock World, a celebração ao lado do CPB reforça que pluralidade, inclusão e acessibilidade são essenciais na construção de um mundo melhor. Assim, a ação criou uma via de mão dupla: ampliou a visibilidade do movimento paralímpico e também fortaleceu a agenda de inclusão em um dos maiores eventos do país.
Um movimento que quer ir além das competições
O reencontro no Rock in Rio ressignificou o legado de 2016 em um novo contexto, agora voltado também para a cultura e o entretenimento. Ao ocupar esse espaço, o CPB amplia a possibilidade de manter o esporte paralímpico presente na rotina das pessoas e de abrir novas conexões com a sociedade brasileira.
A estratégia aponta para um futuro em que o movimento paralímpico busca mais visibilidade, mais protagonismo e mais diálogo com públicos diversos. Se em 2016 o foco esteve nas medalhas e nos pódios, agora a aposta é expandir ainda mais o alcance do esporte na cultura, na comunicação e no debate público.