No mês em que Jacarepaguá celebra 432 anos, a Casa de Cultura de Jacarepaguá, por meio do Centro de Memória da Baixada de Jacarepaguá, promove uma iniciativa que propõe olhar para a história da região não apenas como patrimônio a ser celebrado, mas como um campo de investigação que precisa continuar sendo pesquisado, documentado e difundido.
A formação “Pesquisa Histórica, Memória e Território – Métodos e práticas de pesquisa”, conduzida pelo jornalista, escritor, memorialista e pesquisador da Zona Oeste André Mansur, reunirá 16 participantes para uma capacitação voltada à aplicação prática de métodos e técnicas de pesquisa histórica, tendo a Baixada de Jacarepaguá como território de investigação.
Com nove horas de formação, distribuídas em três encontros presenciais nos dias 22 e 29 de setembro e 6 de outubro, das 17h às 20h, o curso abordará desde os fundamentos da pesquisa histórica até procedimentos concretos para localização, análise e interpretação de fontes.
Os participantes aprenderão a trabalhar com acervos físicos e digitais, jornais e periódicos históricos, mapas e plantas, fontes eclesiásticas, acervos particulares e tradição oral, além de discutir aspectos como contextualização histórica, confronto entre diferentes fontes, fichamento e transformação da
pesquisa em textos de divulgação histórica.
Jacarepaguá como objeto de investigação
A proposta tem uma característica particular: os conteúdos metodológicos serão aplicados diretamente à pesquisa sobre a região. Cada participante escolherá um tema relacionado à história e à memória da Baixada de Jacarepaguá — que poderá envolver um bairro, rua, personagem, edificação, instituição, manifestação cultural, acontecimento, transformação urbana, formas de mobilidade ou outros aspectos da trajetória do território — e utilizará esse objeto como fio condutor dos exercícios realizados durante a formação.
Ao final, cada aluno produzirá um texto histórico fundamentado nas fontes pesquisadas, sistematizando os resultados de sua investigação. A iniciativa parte da compreensão de que preservar a memória de uma região também exige ampliar o número de pessoas capazes de investigar sua história com método, senso crítico e responsabilidade no tratamento das fontes.
Conhecimento que retorna ao território
A formação terá ainda um segundo desdobramento. Como contrapartida pela participação gratuita, os 16 alunos serão divididos em quatro grupos e contribuirão para a produção de quatro ações de pesquisa e difusão da memória de Jacarepaguá: uma exposição de caráter histórico; um episódio da série audiovisual Contos do Sertão Carioca; uma roda de conversa do projeto Encontro com a História; e uma minicartilha educativa sobre história, memória ou patrimônio da Baixada de Jacarepaguá.
Dessa maneira, o conhecimento produzido durante a capacitação não ficará restrito à sala de aula, mas será transformado em conteúdos que poderão alcançar outros públicos e contribuir para ampliar o conhecimento sobre a região.
“Celebrar os 432 anos de Jacarepaguá também significa pensar em quem continuará pesquisando e contando essa história daqui para frente. Temos um território com uma riqueza histórica extraordinária, mas ainda com muitas histórias pouco pesquisadas ou pouco conhecidas. A proposta é oferecer ferramentas para que mais pessoas possam investigar esse patrimônio com método e transformar pesquisa em conhecimento acessível à população”, afirma Alexandra Gonzalez, coordenadora do projeto e gestora da Casa de Cultura de Jacarepaguá.
Serviço
Pesquisa Histórica, Memória e Território – Métodos e práticas de pesquisa
Com: André Mansur
Datas: 22 e 29 de setembro e 6 de outubro de 2026
Horário: 17h às 20h
Carga horária: 9 horas
Local: Casa de Cultura de Jacarepaguá
Participantes: 16
Realização: Casa de Cultura de Jacarepaguá – Centro de Memória da Baixada
de Jacarepaguá