A trajetória do rádio no Brasil começou há 104 anos, em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do centenário da Independência. Na ocasião, no governo de Epitácio Pessoa, apenas 80 receptores permitiram que cariocas ouvissem o discurso do presidente na Praça XV, captados no Rio de Janeiro, em Niterói, em Petrópolis e em São Paulo.
Rádio Sociedade do Rio de Janeiro
Em 1923, foi criada a primeira rádio do país: A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgard Roquette-Pinto e Henrique Morize, junto a cientistas da Academia Brasileira de Ciências.
Em 1936, a rádio foi doada ao Governo Federal, que mudou o nome para Rádio MEC, que existe até os dias atuais, e pode ser sintonizada na frequência 99,3 FM no Rio de Janeiro.
Rádio completa 104 anos no Brasil
Companheiro fiel de muita gente há tanto tempo, o rádio segue firme como um dos veículos de comunicação mais relevantes e credíveis do mercado. No Brasil, sua presença continua forte na rotina dos ouvintes, especialmente no trânsito e no trabalho, onde acompanha milhões de pessoas todos os dias.
Dados da Kantar Ibope Media mostram que o rádio atinge 83% da população das grandes cidades brasileiras. Em média, os ouvintes passam cerca de quatro horas por dia sintonizados, um indicador que reforça a força do meio mesmo diante das transformações no consumo de conteúdo.
Tradição e permanência
Depois do pontapé inicial, outras emissoras surgiram e ajudaram a consolidar o rádio como parte importante da cultura brasileira. Algumas delas atravessaram décadas e mantêm seu peso na memória afetiva do público, como a Rádio Globo e a Rádio Tupi.
Essa longevidade mostra que o rádio não apenas resistiu ao tempo, mas também se adaptou às novas formas de consumo de informação e entretenimento. Ainda hoje, ele preserva a credibilidade e a proximidade com o ouvinte que marcaram sua história desde o início.