Jesus Cristo, nosso Redentor, delegou a homens ungidos que levassem adiante a obra da evangelização, a fé verdadeira e a certeza de que a salvação estava ao alcance de todos; Cristo ensinou a verdade, deu a Pedro o comando da “barca” e a ordem de que fosse pescador de homens.
Ao longo de séculos de história da Igreja, grandes homens e mulheres se sobressaíram em sua missão. Se é verdade que tais pessoas escolheram a missão na Igreja, é mais verdade ainda que o próprio Deus, ainda que elas não soubessem, foi quem as escolheu.
O Brasil é um celeiro de grandes lideranças católicas, que nos servem como exemplo, inspiração e farol e que, através de seus ministérios, lançam luzes, conforto e cor nas vidas que muitas vezes estão enegrecidas pelas mazelas, pela injustiça social, pelos desalentos, pelas tristezas e por outras cruzes que a vida impõe a cada um carregar. É fato que nenhuma é mais pesada do que a levada por Cristo ao Monte Calvário. Ela tinha também o peso de nossos pecados.
O ano de 2026, no Rio de Janeiro, é particularmente importante. Comemoram-se os 450 anos da instalação da Prelazia que, 100 anos depois, seria transformada na Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Na cidade que chamamos de maravilhosa, a Igreja Católica comemora quase meio milênio de presença viva. Tornou-se Arquidiocese, por onde passaram grandes líderes, históricos cardeais, verdadeiros pastores, intrépidos e prontos a servir a Deus e à Igreja.
Dom Orani João, Cardeal Tempesta, atual arcebispo do Rio, figura entre os mais amados nesses 450 anos de vida da hoje Arquidiocese. Sua simplicidade, seu profundo amor ao próximo, seu acolhimento, sua escuta e sua incontestável vocação para servir à Igreja são evidenciados pelo comprometimento com os mais humildes, pela presença junto aos simples e pela mão paterna sobre esquecidos, marginalizados e desalentados.
Toda essa história começou em 1974, na Igreja Matriz de São Roque, em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, onde o jovem Orani, filho mais novo e de ascendência italiana, era ordenado padre. Dali em diante, com simplicidade e sem pretensão, sua missão começou: bispo de São José do Rio Preto, em São Paulo; arcebispo de Belém do Pará; arcebispo do Rio de Janeiro; e criado cardeal pelo Papa Francisco.
Essa história de entrega total, confiança em Jesus e Maria, dedicação e admirável disposição para servir ao próximo está no documentário “Dom Orani: Construtor de Paz”. Produzido pela Prómídia e pela Biodocs, o projeto, que foi por mim idealizado e está sendo dirigido, será exibido em diversos canais e plataformas em outubro, como um dos eventos em comemoração ao Ano Jubilar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ao longo de mais de 40 anos de jornalismo, nos quais vivi momentos inesquecíveis e profissionalmente importantes, afirmo com tranquilidade: é o maior de todos os trabalhos que já realizei.
Acompanho Dom Orani em muitas de suas andanças no Rio de Janeiro, em paróquias, comunidades pobres, presídios e em cantos que, para tantos, são tão escuros que somente aqueles com o coração de Dom Orani comparecem, porque enxergam que ali existem homens e mulheres, muitos esquecidos e tantos invisíveis aos olhos daqueles cuja falta de fé e de missão os impede de vê-los.
O documentário biográfico será completo, com todas as fases da vida do Cardeal Tempesta, depoimentos de muitas pessoas, simples membros do rebanho, padres, colaboradores, jornalistas, artistas e tantos outros que o conhecem e aceitaram o primeiro convite para dar seu testemunho sobre esse tão querido arcebispo.
O documentário é, sobretudo, um memorial não só à história de Dom Orani Tempesta, mas também uma certeza de que a Igreja Católica segue firme nos ensinamentos de Jesus, com pessoas escolhidas pela mão da providência divina para seguir na missão de anunciar a Boa-Nova: Jesus Cristo.