O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma das unidades que participam da Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que será responsável pelo monitoramento em tempo real dos sinais vitais dos pacientes internados em UTIs Inteligentes.
O Clementino Fraga conta com dez leitos do gênero. Neles os pacientes serão acompanhados pela Central de Comando, cuja sede será no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). A sala contará com monitoramento 24 horas e deve contribuir para a geração de dados científicos para a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.
O recurso inovador foi apresentado pelo Ministério da Saúde, na última quinta-feira (3). Sobre o recurso, o titular da pasta, Alexandre Padilha, afirmou: “Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”.
A Central é equipada com seis telas grandes interligadas a todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Inteligentes do país, localizadas no Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), e Porto Alegre (RS).
O SUS conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir dados em tempo real, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial. A tecnologia oferece a vantagem da medicina preditiva, garantindo um acompanhamento mais qualificado e preciso.
O monitoramento, integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, e tem como objetivos a redução de complicações clínicas e do tempo de internação, diminuindo a permanência nos leitos e permitindo o acesso aos serviços do SUS. O apoio técnico e operacional está a cargo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Organização Social vencedora do edital já divulgado no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo o Ministério da Saúde, as UTIs Inteligentes representam a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, cuja finalidade é a transformação digital hospitalar, realizando a conectividade, a interoperabilidade, o uso de inteligência artificial e o monitoramento dos pacientes em tempo real.
A infraestrutura inicial de conectividade e monitoramento dos leitos será montada através da instalação de monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento. A próxima etapa do projeto prevê a incorporação de componentes tecnológicos, com destaque para respiradores pulmonares e camas inteligentes. Uma vez criada, a rede contará com 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.
A Rede também inclui o SAMU Inteligente, voltado à integração entre o atendimento pré-hospitalar, as Centrais de Regulação e os hospitais da Rede. O serviço já está presente em três bases estratégicas, nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Também estão incluídas a implementação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS, além da estruturação de serviços inovadores.
“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, complementou o ministro.